3 grandes choques ao estudar em uma faculdade no Canadá

Após todos os desafios de se conseguir planejar, executar e chegar até à universidade é importante ter a consciência que a primeira fase foi vencida e que logo a segunda vai começar.

Estou estudando Gestão de Negócios em Vancouver na Kwantlen e muito da cultura acadêmica deles me impressiona, e aqui não estou falando da mega estrutura, de ter tudo do melhor, professores que passaram por quatro ou cinco universidades pelo mundo ou por fazerem parte do melhor corpo docente da América do Norte.

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Vou pontuar os principais choques que tive e que pode lhe ajudar a se preparar psicologicamente ao chegar para estudar. Apenas lembrando que é meu relato pessoal, o qual acredito ser a realidade da maioria dos brasileiros, principalmente para aqueles que não tiveram acesso às instituições federais ou privadas de renome, infelizmente ensino superior de alta qualidade no Brasil ainda é para minoria.

Unidadeda Universidade que estou estudando.

Unidade da Universidade que estou estudando.

1 – “Self-Service” Acadêmico

No primeiro dia que pisei na universidade foi para fazer minha matrícula, assim como geralmente fazemos no Brasil, vamos pessoalmente com nossos documentos procuramos o guichê e a pessoa faz tudo e nos retorna os comprovantes.

Este foi meu primeiro impacto, cheguei ao atendimento a alunos internacionais e falei: “Acabei de chegar do Brasil e vim fazer minha matrícula.”, a mulher sorriu pra mim e disse: “Que bom. Pode ir em qualquer computador ali e faça sua matrícula então.”, fiquei meio constrangido mas perguntei: “Como funciona?”, a mulher foi no computador abriu o site em um How-to (passo a passo de como fazer) e mandou que eu lesse.

Primeiro achei que fosse má vontade dela, mas com o tempo percebi que isso faz parte da cultura norte americana, “faça você mesmo”, onde os profissionais são orientadores e você é o total responsável por suas decisões e ações.

Li tudo e compreendi que por aqui os cursos, que no Brasil chamamos de matérias, são escolhidos pelo aluno, também você é quem escolhe quais os horários com base em uma lista de disponibilidades no sistema interno e constrói sua grade, ninguém interfere nisso, você é quem define o ritmo dos seus estudos e quantos cursos (máterias) vai estudar por semestre.

Com base nisso entendi porquê os cursos por aqui sempre mostram: tempo mínimo para formar e período máximo, isso é porque os alunos concluem cada curso e vão fechando os pré-requisitos de um academic major, que é o curso principal como chamamos no Brasil. Só para não confundir, matéria é curso e o que chamamos de curso é academic major por aqui.

Claro que existem os pré-requisitos de cursos a serem concluídos para o major escolhido por você para que possa graduar, mas eles geralmente são flexíveis e você consegue formar com ênfase em alguma área específica, por exemplo, meu major é Gestão de Negócios, mas dentro dele eu pude escolher matérias de Marketing e focar mais nessa área do que em Economia ou Contabilidade por exemplo.

2 – Professores são apenas orientadores

Os professores são extremamente bem preparados, currículo deles daria páginas e páginas, tenho um que é Chinês se formou aqui no Canadá, depois foi para Irlanda fez pós-graduação, depois para Londres e fez mestrado e doutorado.

As aulas são um pouco diferentes, pois eles ensinam algumas coisas, geralmente aquilo que é necessário para termos condições ou base de estudar em casa, e estão mais na posição de suporte para sanar dúvidas e apontando o caminho, diferente da visão de professores no Brasil, aquele que ensina tudo e ficamos ali anotando e aprendendo.

Tudo é motivo para envolver você, todas as aulas são ricas em perguntas para turma, pedem para levantar e dar sua opinião, ponto de vista, é interessante o respeito e o interesse em ouvir sua visão crítica sobre o tema, e nisso eu “me lasco”, pois sento na primeira cadeira e toda hora apontam o dedo pra mim e me perguntam algo ou pedem para que eu compartilhe. (rsrs)

Tenho que confessar que no começo me constrangia um pouco, mas como os dias foram passando e fui me soltando, percebi o quanto isso nos faz crescer, aumenta o interesse e realmente ajuda no aprendizado.

3 – Quantidade de coisas para se fazer em casa

É meus amigos, este é o fator que me assusta até hoje. O ritmo é frenético, você sai da aula com tarefas (assignments), capítulos para ler, trabalhos para fazer em grupo, livros para ler e por ai vai.

Preciso ser sincero, nunca fui de estudar muito em casa, duas horas era meu limite de ficar sentado concentrado fazendo algo para a escola ou faculdade, me lembro que 1 hora dedicada em casa era suficiente para resolver minha vida. (rsrs)

Aqui isso não funciona, não tem jeitinho, eles já programam cada curso de uma forma que toda semana o número de horas em sala de aula seja dobrado de dedicação em casa, por exemplo, eu pego 9 horas em sala de aula e tudo é arquitetado para que eu tenha que ficar pelo menos 18 horas de estudos em casa na semana, e vou falar, menos que isso vai te complicar para conseguir uma boa média.

Existe um número de reprovação e desistência nos cursos bem grande, reflexo dos desinteressados e malandrinhos do mesmo jeito que temos no Brasil, mas aqui não cola. E eu acho é pouco viu!

Eu estava intrigado com o número de cursos/aulas por semana que me recomendaram começar, apenas 3 aulas de 3 horas, e ainda falaram assim: “Mas que isso vai ficar muito difícil para você.”, lembrei do Brasil onde pegava 5, 6 até 8 aulas diferentes por semana e levava numa boa, e só depois de iniciar as atividades é que eu realmente compreendi o motivo do alerta.

Bem acho que é isso, espero que este relato possa lhe ajudar nos seus planos!

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